12/02/2009

Teoria do Perdão...

Todos nós já nos deparámos com momentos da nossa vida em que alguém nos magoou. Faz parte do ser humano magoar pois este não sabe ser fiel às pessoas. E nesses momentos temos dois caminhos por escolher: ou ficamos ressentidos e odiamos terrivelmente essa pessoa que nos magoou ou a perdoa-mos.
São duas opções muito limitadas e, ao mesmo tempo, bastante complexas. O ressentimento não nos permite avançar na vida, muito pelo contrário, cria uma barreira entre nós e a nossa felicidade, que nos faz encarar o mundo de maneira hostil. O ressentimento provoca em nós a sensação de solidão e de tristeza. A única solução para este cenário assombroso é mesmo o perdão.
Perdoar liberta-nos, dá-nos um novo sentido de vida e permite que a nossa visão do mundo seja, de facto, mais reluzente. Contudo, nem todos temos a capacidade de pedir perdão e de perdoar.
É absurdo não reconhecermos as nossas faltas, não «engolirmos» o orgulho nem pedir perdão. Mas mais do que isto, é difícil perdoar. Não porque não queiramos, porque creio que ninguém gosta de viver na amargura. É difícil de perdoar porque a mágoa às vezes é grande demais para suportar. É difícil perdoar porque isso exige de nós um grau de maturidade e sensibilidade superiora nós.
Mas é um esforço que tem que ser feito. Perdoar... É também necessário esquecer? Isso deixo para cada um de vocês reflectir. Mas sem sombra de dúvida que é importante perdoar. É um pequeno passo para o Homem mas um grande passo para atingir a sua humanidade. Porque perdoar não é só dizer que se perdoou o mal feito. Perdoar é sermos mais do que somos e sentirmo-nos bem por finalmente vermos a luz.
Mas será o ser humano realmente capaz de perdoar?

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